Apesar de a maior parte das mercadorias no país ser transportada pelas rodovias, ser caminhoneiro no Brasil não é fácil. Os gastos são altos e os preços dos fretes estão defasados. Por isso, é importante que o profissional, especialmente o caminhoneiro iniciante, conheça toda a cadeia de custos e saiba como fazer seu planejamento financeiro.

Afinal, para ter sucesso na profissão, é preciso saber como ter uma margem de lucro suficiente para garantir uma boa qualidade de vida para você e sua família. E a melhor maneira de fazer isso é conhecendo os principais vilões do custo, de modo a poder economizar e cobrar valores compatíveis.

Além disso, o caminhoneiro iniciante deve também saber qual o investimento necessário para começar a trabalhar para, assim, poder se planejar. Portanto, siga sua leitura e confira quais são os principais custos de ser um caminhoneiro no país e as melhores dicas para fazer seu planejamento financeiro!

Primeiros passos: a carteira

Antes de qualquer coisa, o profissional precisa estar habilitado para conduzir caminhões e veículos pesados, portando a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria compatível à atividade a ser exercida. Essa é uma exigência do Código de Trânsito Brasileiro e, tanto dirigir um caminhão sem a CNH como estar habilitado em uma categoria diferente da necessária, são infrações gravíssimas, punidas com multa e retenção do veículo.

As categorias na carteira de habilitação

A depender do tipo de caminhão a ser conduzido, do peso total do veículo, de suas unidades acopladas e até mesmo do tipo de carga, será exigida uma categoria diferente para o caminhoneiro. Portanto, é preciso que o profissional tenha em mente a atividade que será exercida e em qual veículo, para poder se habilitar na categoria correta.

Para os veículos pesados, são três as categorias possíveis:

Categoria C

A categoria C permite que o condutor dirija veículos de carga com peso bruto total acima de 3.500 kg (três mil e quinhentos quilogramas) e que o peso da unidade acoplada (reboque), se houver, não chegue a 6.000 kg (seis mil quilogramas).

Para habilitar-se na categoria C, é preciso ter, no mínimo, um ano de habilitação na categoria B e não ter cometido infração grave ou gravíssima, nem ser reincidente em infrações médias nos doze meses anteriores à solicitação de mudança de categoria.

Categoria D

A categoria D é mais específica para o transporte de passageiros, habilitando o condutor para veículos com lotação de oito passageiros ou mais. No entanto, também permite a condução dos veículos abrangidos pela categoria C e o transporte de carga perigosa.

Para solicitar a mudança para a categoria D, é preciso ser maior de 21 anos. Além disso, o motorista deve ter, no mínimo, dois anos de habilitação na categoria B ou um ano na C e não ter incorrido em infração grave ou gravíssima, nem ter reincidido em infração média nos últimos doze meses.

Categoria E

A mais alta categoria de habilitação, a do tipo E, é exigida para dirigir uma combinação de qualquer veículo com reboque (ou semirreboque) que tenha um peso bruto total de 6.000 kg (seis mil quilogramas) ou mais. Também é necessária a categoria E para a condução de caminhões bi ou triarticulados, quaisquer que sejam seus pesos, como os bitrens.

A categoria E também habilita o condutor para o transporte de cargas perigosas e a dirigir quaisquer veículos abrangidos pelas categorias C e D. As exigências para habilitar-se na categoria E são quase as mesmas para a categoria D. No entanto, é obrigatório ter, no mínimo, um ano de habilitação na categoria C ou D.

Para quem vai habilitar-se para uma das três categorias, é preciso, ainda, passar por exames médico, psicológico e toxicológico. Além disso, para as categorias D e E, é preciso fazer cursos específicos e treinamento de direção em situações de risco.

Todas essas exigências são para garantir mais segurança ao trânsito e aos profissionais, mas acabam também representando maior custo para a habilitação.

O preço da mudança de categoria

Além das taxas dos procedimentos nos Departamentos de Trânsito estaduais (Detran), que variam em cada unidade da federação, é preciso pagar a uma autoescola as aulas práticas em veículo compatível com a categoria e o exame toxicológico a um laboratório credenciado.

No estado de São Paulo, por exemplo, será preciso desembolsar, segundo o Detran, R$ 255,09 entre taxas do Departamento, exame médico e avaliação psicológica. Já o exame toxicológico está em torno de R$ 300 e as aulas práticas em uma autoescola custarão, em média, R$ 1.200.

Como deu para notar, a habilitação para se tornar um caminhoneiro não é barata. Por isso, o profissional precisará compensar o custo desse investimento nos seus primeiros meses de atividade. Mas qual a melhor forma de conseguir isso: como autônomo ou terceirizado? Falaremos sobre o tema no próximo tópico!

Autônomo ou terceirizado?

Para profissionais que já possuem um caminhão e querem começar a trabalhar com fretes pelas rodovias e estradas do país, há duas possibilidades: ser um profissional autônomo ou ser terceirizado — também chamado de agregado.

Ambas as situações possuem vantagens e desvantagens, e a escolha deve depender do perfil do profissional e de seus objetivos. Abaixo, falaremos um pouco sobre cada uma das opções e em quais situações elas são melhores ou piores. Confira!

Caminhoneiro autônomo

Além de ser dono do caminhão, o caminhoneiro autônomo é seu próprio chefe e responsável por todas as etapas do negócio — desde a manutenção do veículo e legalização das atividades até a contabilidade e captação de fretes, com negociação de valores e prazos.

Nessa modalidade, a flexibilidade quanto ao faturamento é maior. Ou seja, o caminhoneiro pode ganhar mais, no entanto, pode também passar por dificuldades. Afinal, está sozinho e, por isso, bastante influenciável pelas flutuações do mercado de fretes. Se a economia está aquecida, a tendência é de maiores ganhos. Do contrário, pode ser obrigado a pegar fretes mais baratos ou ficar ocioso.

Os profissionais que escolhem ser autônomos, geralmente, estão atrás de flexibilidade quanto à maneira de trabalhar, aos horários, à quantidade de viagens e aos tipos de fretes que serão negociados. Em geral, possuem um perfil mais arrojado — buscando sempre as maiores margens de lucro e um maior faturamento — ou mais tranquilo — fazendo fretes somente quando lhes convêm.

Caminhoneiro agregado

O caminhoneiro agregado é um profissional, proprietário de caminhão, que se une a uma empresa transportadora como terceirizado, sendo o responsável pelos fretes que lhe forem designados. O agregado cumpre uma jornada de trabalho que pode ser em horas (não necessariamente corridas) ou quilômetros rodados.

A vantagem de se tornar um caminhoneiro agregado é ter segurança quanto ao fluxo de serviços em cada mês, sem precisar investir em publicidade ou entrar em disputas de preço com concorrentes. No entanto, a jornada a cumprir e os preços fixos podem afetar o faturamento no final do mês.

Quem busca ser um agregado quer mais segurança e tem perfil menos arrojado, apesar de ser bastante profissional. Pode usar o tempo livre para fazer fretes por fora, mas precisa cumprir suas obrigações com a empresa. Quando trabalha para ela, geralmente está uniformizado e com o caminhão adesivado.

Os custos e a responsabilidade com a manutenção do veículo continuam sendo do caminhoneiro, bem como seu planejamento financeiro.

Agora que você já sabe como é cada uma das modalidades possíveis para um proprietário de caminhão começar uma carreira, deve estar se perguntando sobre o salário. Se os custos são todos do caminhoneiro, como calcular o valor de seu rendimento? No próximo tópico abordaremos esse assunto.

Como fica a questão do salário?

É muito difícil quantificar o quanto ganha um caminhoneiro autônomo ou agregado, pois sua renda depende muito do faturamento mensal conquistado. Além disso, também entram no cálculo do salário as despesas relacionadas ao exercício da profissão, como os gastos com as viagens e com o veículo.

Porém, é possível ter uma ideia de valores observando pesquisas recentes realizadas entre caminhoneiros de todo o país. Segundo dados levantados pela Confederação Nacional dos Transportes — CNT em 2016, o rendimento líquido médio dos profissionais autônomos era de R$ 4.100 mensais. Já na pesquisa da Sontra Cargo, plataforma online de negociação de fretes, realizada em 2015, mais de 60% dos caminhoneiros ganhavam entre R$ 2.001 e R$ 6.000 ao mês.

Assim, é realista esperar um salário de R$ 4.000. No entanto, há casos de profissionais que ganham valores maiores. De acordo com a CNT, 18,8% dos autônomos conseguiam um salário líquido de mais de R$ 5.000. E, segundo a Sontra Cargo, 21,2% tinham uma renda média mensal de R$ 6.000 em 2015.

Como calcular o valor do salário

É importante que o caminhoneiro entenda que há uma diferença entre o faturamento e o salário. Muitas vezes, o profissional fica maravilhado com as grandes somas que recebe em um mês e acredita que possui uma situação tranquila. Porém, nem sempre isso é uma realidade e ele acaba tendo problemas financeiros que não sabe de onde vêm.

Isso acontece com frequência porque o caminhoneiro se esquece de gerenciar seus custos. E uma boa parcela dos profissionais não os conhece o suficiente para calcular os impactos no curto e no longo prazo em suas finanças.

Por isso, é preciso conhecer seus números para saber qual seu rendimento líquido em cada mês. Essa quantia é a soma do faturamento menos todas as despesas e os custos de operação e de propriedade do caminhão. O rendimento líquido, portanto, é o que pode ser considerado o salário do caminhoneiro.

Mas quais são esses custos? Como calculá-los corretamente? Se você tem dúvidas e quer mais informações a respeito do assunto, siga a leitura, pois nos tópicos a seguir abordaremos os detalhes dos principais gastos de um caminhoneiro.

Quais são os principais gastos com viagem?

Os gastos com viagem são todas as despesas necessárias para que o caminhoneiro possa realizar a entrega negociada com o embarcador. Elas variam de acordo com a quantidade de quilômetros rodados e dias trabalhados, podendo ser relativas ao veículo ou ao próprio caminhoneiro.

Abaixo, falaremos sobre cada um dos principais gastos que os profissionais enfrentam em suas viagens. Confira!

Combustível

O combustível do caminhão é considerado, ainda segundo os dados da pesquisa realizada pela CNT, um dos principais custos para 94,5% dos profissionais. O mesmo estudo revelou que o gasto médio com o insumo é de R$ 6.485,55. Assim, só para cobrir as despesas com combustível e ainda tirar o salário médio, será preciso um faturamento de mais de R$ 10.000.

Portanto, é muito importante que o caminhoneiro controle esse custo, guardando as notas fiscais dos postos de combustível e somando-as ao final do mês. Com esse cálculo será possível saber o custo com combustível por quilômetro rodado (basta dividir a soma pela quantidade de quilômetros em um mês) e acompanhar o consumo do veículo.

Pneus

Outro item bastante citado pelos caminhoneiros, o gasto com pneus pode ser alto, a depender do estilo de direção e da manutenção geral do veículo. Na pesquisa da CNT, a média de tempo para troca de um pneu é de 13,6 meses.

Com base nesse tempo médio, se o caminhão utiliza oito pneus aro 22, por exemplo, ao custo de R$ 1.200 a unidade, o gasto mensal será de R$ 705,88 (8 x 1.200 / 13,6).

Pedágio

Os pedágios não são os grandes vilões do caminhoneiro, mas fazem a diferença no salário no final do mês. Por isso, é necessário que o caminhoneiro faça as contas de seus custos com as tarifas, guardando os comprovantes de pagamento, somando todos os valores e dividindo o resultado pela quantidade de quilômetros rodados.

Se, por exemplo, o caminhoneiro fez quatro viagens de 50 km pela Rodovia Anhanguera, estado de São Paulo (com um pedágio de R$ 8,90 por eixo cobrado nas duas direções), em seu caminhão Truck (três eixos), gastou R$ 213,60. Logo, o valor da tarifa por quilômetro rodado foi de R$ 2,14.

Alimentação

O valor gasto com refeições também deve ser calculado pelo caminhoneiro. Apesar de muitos pensarem que o custo com alimentação existiria tanto em viagens como em casa, a verdade é que a comida em casa não possui mesmo custo dos pratos de restaurantes — e, sem que o caminhoneiro se alimente, o serviço não pode ser concluído. 

Portanto, essa despesa também deve ser administrada e descontada do faturamento. Afinal, estamos falando da manutenção do profissional responsável por dirigir o caminhão, não da pessoa que fica em casa com a família. É preciso separar as despesas pessoais e profissionais nos mínimos detalhes.

Estadia ou paradas

Da mesma forma ocorre com as estadias e paradas. Se o caminhoneiro precisa pagar para poder pernoitar em algum ponto de parada (muitos postos de combustível oferecem o serviço para quem abastece o veículo) ou uma hospedagem em hotel durante uma viagem, então o custo deve ser calculado. A maneira mais fácil é somar essas despesas e dividi-las pela quantidade de quilômetros rodados em um mês.

Esses são os principais gastos que um caminhoneiro tem em suas viagens. Além deles, há os custos relacionados ao caminhão, que podem ou não mudar conforme a quantidade de fretes realizados, mas são necessários mesmo com o veículo parado. Para entender melhor esses custos do dia a dia, leia nosso próximo tópico.

Quais são os principais gastos do dia a dia?

Os gastos do dia a dia de um caminhoneiro referem-se ao gerenciamento de seu negócio e, mais especificamente, à manutenção e às perdas relacionadas ao caminhão, principal patrimônio do profissional e sua ferramenta de trabalho.

Essas despesas acontecem independentemente da quantidade de fretes que um caminhoneiro faça no período. Fora os custos com as revisões do veículo (que podem variar de acordo com a quantidade de peças a serem trocadas e serviços realizados), são gastos fixos, que podem ser previstos em um prazo maior.

Os principais gastos do dia a dia de um caminhoneiro são:

Revisões do caminhão

Novamente, de acordo com a pesquisa da CNT, os caminhoneiros autônomos fazem, em média, 5,4 revisões por ano em seus veículos, gastando R$ 1.921,82 em cada uma delas. Ou seja, em um ano, o profissional terá gasto R$ 10.377,83. Por mês, a estimativa é de R$ 864,82.

Proteção do veículo

Pode ser a contratação de um seguro ou a mensalidade de uma proteção veicular. Como o seguro trabalha com o risco de sinistros futuros e ainda cobra, sobre os serviços, o lucro da seguradora, pode sair bem caro para o caminhoneiro. Isso porque um caminhão é considerado um bem visado por criminosos e vulnerável a acidentes. O valor de um seguro para caminhões pode ficar entre 10% e 12% do seu valor de mercado.

Nesse sentido, vale a pena conferir os diferenciais de uma associação de proteção veicular, que oferece serviços compatíveis com os de seguradoras e ainda traz outros benefícios. Afinal, suas mensalidades são baseadas no rateio de custos de sinistros dos associados. Portanto, não há análise de risco e, como é uma associação, não há cobrança do lucro.

Rastreamento

É quase imprescindível, hoje em dia, possuir um serviço de rastreamento no caminhão. Afinal, o veículo é um grande alvo de roubos e furtos por seu valor de mercado. Assim, sabendo que a probabilidade de recuperação é maior, o caminhoneiro pode ter tranquilidade em uma eventualidade dessas.

Mas o custo da mensalidade de um bom serviço de rastreamento pode ser alto. Uma alternativa é o caminhoneiro buscar por uma proteção veicular com rastreador em seu pacote.

Depreciação do veículo

A depreciação é a perda de valor do veículo ao longo dos anos. Ela começa desde o momento em que o caminhão é retirado da concessionária, e leva em consideração a conservação do veículo também. O valor da depreciação média de um modelo pode ser acompanhado pela tabela Fipe. Veja o exemplo:

Em setembro de 2016, o caminhão Mercedes-Benz Atego 1726 E5 ano 2014 tinha um preço médio de mercado de R$ 147.827. Já em setembro de 2017, foi para R$ 140.329. Portanto, o custo da desvalorização foi de R$ 7.498 em apenas um ano. Assim, o veículo desvalorizou R$ 624,83 por mês no período.

Conhecer os principais gastos do dia a dia e aqueles referentes às viagens permite ao caminhoneiro gerenciar seus custos, programar os dias de trabalho e cobrar preços mais justos pelos fretes. Isso tudo é parte de um planejamento financeiro maior, que pode trazer benefícios ao profissional. Quer saber quais são? Então confira nosso tópico seguinte!

Por que fazer planejamento financeiro?

O planejamento financeiro permite ao caminhoneiro conhecer melhor seus custos, sabendo quais são os gastos que mais pesam sobre o serviço prestado. Dessa forma, é possível pensar estratégias para economizar sem que a qualidade do serviço seja comprometida ou que sejam necessários esforços pessoais.

Também será possível programar-se para os gastos maiores, como a compra de um jogo de pneus novos, gastos com as revisões e até a troca do caminhão, quando o veículo tiver perdido sua eficiência e se tornar custoso. Por outro lado, o controle financeiro também permite que o caminhoneiro possa planejar melhor seus objetivos pessoais e familiares, como a compra da casa própria, uma viagem de férias ou mesmo o estudo dos filhos.

Mas como fazer um planejamento financeiro adequado? Veja nossas dicas abaixo:

Separe as despesas fixas das variáveis

O primeiro passo é criar uma planilha com todas as despesas fixas e variáveis relacionadas ao serviço. Para isso, considere fixos os gastos que mudam pouco ao longo do tempo e se mantêm mensalmente, como mensalidades, prestações e gastos periódicos (pneus, trocas de óleo, revisões programadas).

Já as variáveis são aquelas que apresentam mudança quanto a seus valores e a sua periodicidade — quanto mais fretes, maiores os gastos.

Torne as viagens mais eficientes

Faça um planejamento das rotas antes de cada viagem. Dessa forma, será possível evitar trechos problemáticos (pistas mal conservadas, com obras ou curvas acentuadas) e horários com congestionamentos. Também é importante fazer o cálculo dos valores dos pedágios e da quilometragem rodada, para saber se determinada alternativa compensa mais que seus caminhos habituais.

Utilize aplicativos como o MapLink e o Google Maps, que fornecem diversas informações sobre os trajetos, inclusive de ocorrências em tempo real. Assim, será possível gastar menos com combustível e tornar as viagens mais rápidas, diminuindo os gastos com alimentação e estadia.

Tenha uma poupança para investimentos futuros

Saiba seus custos com manutenção do caminhão, depreciação do veículo e troca de pneus utilizando os cálculos que apresentamos neste artigo. Depois, separe um valor mensal que seja suficiente para cobrir esses gastos futuros, como um fundo de reserva.

Planeje seus objetivos

Converse com a família e chegue a objetivos a curto prazo (passeios e compra de supérfluos, por exemplo) e a longo prazo (como viagens mais caras, faculdade dos filhos e a troca do carro da família). Faça uma cotação e divida os valores pelo tempo em meses para o qual vocês se programaram.

Calcule a renda necessária

Some todos esses gastos, os atuais e os programados, e calcule a renda necessária. Faça uma média do valor recebido por quilometragem em cada frete e confira o quanto será preciso trabalhar para ter o suficiente para cobri-los e ainda manter a qualidade de vida da família.

Ser caminhoneiro no Brasil, apesar das vantagens, nem sempre é fácil. Os valores cobrados pelos fretes não têm acompanhado a inflação e os custos operacionais só aumentam. Por isso, é importante que o profissional conheça todos os gastos necessários para o exercício da atividade e os valores que receberá, para poder, então, fazer seu planejamento financeiro e conquistar o sucesso com seu caminhão.

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