Na hora de definir a rota, muitos motoristas brasileiros sabem das possíveis condições de conservação das rodovias por onde vão passar. Segundo a pesquisa desenvolvida pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), publicada em 2017, 61,8% das estradas estão em condições consideradas como regular, ruim ou péssimo. No entanto, no estado de São Paulo a situação é bem diferente, pois conforme o estudo, lá se encontra as melhores estradas do Brasil.

A avaliação feita pela CNT é realizada anualmente em toda a extensão formada por rodovias federais ou estaduais pavimentadas, e o ranking é obtido após uma cuidadosa coleta de informações diretamente em campo, com base em três variáveis: sinalização, pavimento e geometria da via.

Encontrar estradas brasileiras com boas infraestruturas não é fácil. Por isso, neste artigo vamos apresentar as dez rodovias mais bem avaliadas, de acordo com o ranking da CNT, além dos aspectos importantes para a avaliação e as piores ligações rodoviárias do Brasil. Continue lendo e confira!

Quais são as melhores estradas do Brasil?

Embora a CNT tenha analisado 105.814 quilômetros de rodovias federais e as principais estaduais pavimentadas, o estado de São Paulo é o que mais se destaca com os trechos de qualidade.

Além da localização, o bom resultado está relacionado ao fato de que na região há uma maior concentração de rodovias concedidas com gestão privada e que devem seguir uma série de normas exigidas pelos órgãos públicos de fiscalização, caso contrário, a concessionária é multada.

Para a CNT, quaisquer deformidades podem penalizar a avaliação da rodovia. Nesse caso, não basta que a estrada tenha boas condições de pavimento, é necessária uma composição de tudo, como sinalização e geometria da via.

Esses requisitos são fundamentais para conquistar os resultados nas avaliações e entrar para o ranking das melhores estradas do Brasil. Veja abaixo quais são elas.

1. São Paulo – Limeira (SP-310/BR-364, SP-348)

O primeiro lugar ficou com o trecho no interior do estado entre São Paulo e Limeira, que inclui a SP-310/BR-364 e SP-348 (Bandeirantes). Essa rota é considerada a mais bem conservada do País e em preocupação com os usuários a rodovia conta com diversos postos de serviços e todo o sistema de atendimento e socorro ao longo do trecho, sendo administrada pela concessionária Autoban.

2. Campinas – Jacareí (SP-065, SP-340)

Outra rodovia exclusivamente paulista que fica com o segundo lugar se encontra no caminho entre Campinas e Jacareí, e abrange a SP-65 e SP-340. A via apresenta boas condições de tráfego e faz ligação do Vale do Paraíba com a região de Campinas em trechos suaves, sendo administrado pela Rota das Bandeiras desde 2009.

3. Bauru – Itirapina (SP-225, BR-369)

O trecho da rodovia entre Bauru e Itapira, que inclui a SP -225 e BR-369 foram eleitos o terceiro melhor do Brasil. Com estradas longas e bem conservadas a rodovia é administrada pela concessionária Centrovias desde 1998.

4. São Paulo – Uberaba-MG (BR-050, SP-330/BR-050)

Considerada como uma das rodovias mais movimentadas do país ao ligar o Triângulo Mineiro à capital paulista, o caminho entre São Paulo e Uberaba abrange a BR-050 e SP-330. A rodovia é administrada pelas concessionárias AutoBAn, Autovias, Intervias e Vianorte, e conta com trechos que permite o deslocamento suave.

5. Barretos – Bueno de Andrade (SP-326/BR-364)

Ocupando a 5ª posição no ranking, a estrada paulista privatizada entre Barretos e Bueno de Andrade, inclui a SP-326 e BR-36, é administrada pelas concessionárias Tebe e Triângulo do Sol. O caminho conta com curvas leves, traçado predominantemente reto e constante declive e aclive.

6. São Carlos – São João Boa Vista – São José Rio Pardo SP (SP-215/BR-267, SP-350, SP-350/BR-369)

A ligação entre São Carlos, São João da Boa Vista e São José do Rio Pardo, dos quais abrangem as rodovias SP-215/BR-267, SP-350 e BR-369, ficou em 6º lugar no ranking das melhores estradas do Brasil. As concessionárias Intervias e Renovias são as empresas que administram o trecho que tem um ótimo estado de conservação.

7. Ribeirão Preto – Borborema (SP-330/BR-050, SP-333)

Ocupando o 7ª lugar entre as melhores estradas do Brasil, a rodovia que liga Ribeirão Preto a Borborema, inclui a SP-330/BR-050, SP-333, tem o tráfego intenso de caminhões devido as mais produtivas áreas agrícolas do País. Administrada pela concessionária Triângulo do Sol, a estrada tem pistas marginais e trechos com faixas adicionais que permitem um deslocamento suave.

8. Sorocaba SP – Cascata – Mococa (SP-075, SP-340, SP-342, SP-344)

Administradas pelas concessionárias Renovias, ViaOeste e Colinas a estrada entre Sorocaba, Cascata e Mococa, incluem as rodovias SP-075, SP-340, SP-342 e SP-344, na classificação da CNT obtiverem o conceito ótimo em todos os requisitos da avaliação.

Com infraestruturas de apoio, como serviços de Primeiros Socorros e Sistema de Ajuda ao Usuário, em toda a extensão da estrada o traçado é reto, com poucas curvas e aclives e declives suaves.

9. São Paulo – Itaí – Espírito Santo do Turvo (SP-255, SP-280/BR-374)

Com um bom estado de pavimentação e conservação, o caminho entre São Paulo, Itaí e Espírito Santo do Turvo abrangem as rodovias SP-255, SP-280/BR-374, são administradas pelas concessionárias ViaOeste, Rodovia das Colinas e SPVias que dispõem das mesmas características das melhores estradas paulistas.

Além de ter uma sinalização farta que oferece segurança, em todo o caminho percorrido o usuário pode contar com diversos pontos de atendimento e postos de serviços.

10. Piracicaba – Moji-Mirim (SP-147, SP-147/BR-373)

O 10ª lugar no ranking ficou com o trecho entre Piracicaba e Moji-Mirim, que inclui as rodovias SP-147, SP-147/BR-373. Estas são administradas pela concessionária Intervias que oferece aos usuários infraestrutura e estrada com qualidade, com o pavimento perfeito que não provoca reduções de velocidade.

Quais são os aspectos importantes da avaliação?

Segundo a CNT, os fatores como Pavimento, Sinalização e Geometria da Via são aspectos importantes de uma rodovia. No quesito pavimento, são observadas as condições gerais de conservação, bem como a capacidade do asfalto em suportar peso e o grau de desgaste que aplica aos pneus.

Já a sinalização é dividida em dois grupos: verticais, que são as placas informativas e de velocidade e a horizontal, que é composta pelas faixas pintadas nas laterais do solo e no centro da rodovia. Por fim, no item geometria da via contém aspectos que atuam diretamente na segurança dos usuários, como acostamentos, curvas e quantidade e largura das faixas.

Por meio desses critérios a CNT também identificou que as 10 as estradas com piores avaliações sob gestão pública estão localizadas nas Regiões Norte e Nordeste, tais como:

  1. Natividade e Barreiras (TO-040 e TO-280, BA-460, BA-460/BR-242) – A ligação rodoviária recebeu classificação geral péssimo;

  2. Marabá e Dom Eliseu (BR-222) – A classificação geral da ligação rodoviária foi ruim;

  3. Jataí e Piranhas (BR-158) – O trecho recebeu classificação geral ruim;

  4. Marabá e Wanderlândia (BR-153, BR-230 e PA-153/BR-153) – A classificação geral foi considerada ruim;

  5. Rio Verde e Iporá (GO-174) – A classificação geral foi ruim;

  6. Belém e Guaraí (BR-222, PA-150, PA-151, PA-252, PA-287, PA-447, PA-475, PA-483 e TO-336) – O trecho teve a classificação geral ruim;

  7. Teresina e Barreiras (BR-020, BR-135, BR-235, BR-343, PI-140, PI-141/BR-324 e PI-361) – A ligação rodoviária teve classificação geral ruim;

  8. Barracão e Cascavel (BR-163, BR-163/BR-163, PR-182/BR-163 e PR-582/BR-163) – Obteve classificação geral regular;

  9. Brasília e Palmas (BR-010, DF-345/BR-010, GO-118, GO-118/BR-010, TO-010, TO-050, TO-050/BR-010 e TO-342) – A classificação geral foi regular;

  10. Florianópolis e Lages (BR-282) – A ligação rodoviária teve classificação geral regular.

Com esses levantamentos feitos pela CNT, além de conhecer as melhores estradas do Brasil, é possível optar pelos caminhos alternativos que tenha mais condições de rodagem, tráfego e segurança. Assim, o motorista pode contar com bons pontos de parada e evitar problemas mecânicos.

E você, gostou do nosso post? Então certamente também vai querer entender como as estradas influenciam no trabalho do caminhoneiro para encará-los com sabedoria.