Manter um caminhão não é nada barato. Além das parcelas, caso tenha sido financiado, há gastos diversos com manutenção e impostos. Entretanto, como se trata de um altíssimo investimento em um patrimônio de valor significativo, é de suma importância investir também em proteção veicular.

Quando se fala nesse assunto, a primeira coisa que vem à mente é o alto custo dos seguros automotivos. No entanto, existe uma excelente opção para aqueles que desejam um serviço mais personalizado, com melhor atendimento e um preço mais atrativo  as associações de proteção veicular. Já ouviu falar nelas?

Pois bem, com este conteúdo, vamos dar ao leitor um guia completo com tudo o que você precisa saber sobre o serviço prestado pelas cooperativas de risco ou associações de proteção veicular.

Para tanto, faremos um compilado geral sobre a proteção veicular, explicando detalhadamente o conceito e o seu funcionamento, além de mostrarmos quais são as diferenças entre a proteção veicular e um seguro veicular. Além disso, falaremos sobre o cálculo do valor da proteção, sobre as vantagens de se contar com uma proteção veicular, sobre o que levar em consideração no momento de escolha e quais são os riscos envolvidos.

Preparado? Então nos acompanhe!

O que é uma associação de proteção veicular?

As associações são agremiações que criam um fundo financeiro para ser usado quando o veículo de um de seus associados tiver algum problema. Para participar delas, basta pagar as taxas de adesão e a mensalidade.

Elas são uma alternativa mais barata aos seguros automotivos, mas trazem ao consumidor praticamente a mesma proteção contra os tipos mais comuns de sinistros (roubo, furto, colisões, entre outros) que as seguradoras. A explicação para o baixo custo é a adoção do sistema de rateio de recursos entre todos os associados, para que se dê o suporte às ocorrências (sinistros) de cada mês — sistema que reduz em até 70% o custo da cobertura, como mostraremos adiante.

Como elas surgiram?

As associações de proteção veicular surgiram em meados de 2002, na cidade de Betim, em Minas Gerais. Na ocasião, um grupo de motoristas de caminhão que atuava no transporte de cargas perigosas, no caso, medicamentos e combustíveis, se viu sem opções de seguradora que o aceitasse.

Dessa forma, os integrantes decidiram, então, unir-se para fazerem eles próprios o custeio da proteção referente aos seus caminhões e cargas. Deu tão certo que estima-se que, atualmente, esse mercado que eles praticamente inventaram já movimente 4 bilhões ao ano, empregando 200 mil pessoas. Além disso, tal iniciativa acabou se expandindo para outros países, como África do Sul, Espanha e Itália.

Qual é sua importância no cenário econômico atual?

As associações de proteção veicular vieram na esteira da economia colaborativa — tendência recente que se faz presente em diversos outros segmentos de prestações de serviços. Esse associativismo tem levado trabalhadores e empresas a articularem esforços conjuntos com o objetivo de defender interesses comuns.

Esse modelo de esforço colaborativo veio como uma resposta organizada daqueles motoristas. Eles entenderam que precisavam unir suas forças com o objetivo de conquistarem não apenas meios menos onerosos de proteção veicular, mas também melhores condições para viabilizarem o seu trabalho. Por causa disso, progressivamente uma série de outros benefícios foram sendo incorporados ao modelo das associações.

No que se refere à proteção veicular para a classe trabalhadora do transporte, buscou-se, com as associações, meios de se obter todo o suporte e cobertura tão necessários para as horas de dificuldades (acidentes na estrada, roubo de cargas etc.), mas com um preço que coubesse, efetivamente, no bolso do trabalhador.

Como funciona uma associação de proteção veicular?

Funciona da seguinte maneira: você adere à associação e paga a sua taxa de adesão e mensalidade, tornando-se um associado. Assim, caso ocorra um sinistro com você ou com algum outro membro naquele mês, o valor será coberto pela associação, sendo aquela despesa dividida integralmente entre todos os associados.

Assim, as despesas de cada mês variam, de acordo com o número de ocorrências (acidentes na estrada, furto, roubo etc.) daquele período — o que se reflete nos valores mensais pagos pelos motoristas associados.

Vários outros fatores influenciarão também nos valores das mensalidades do mês, como gastos com oficina, reposição de peças, gravidade dos acidentes ocorridos, quantidade de furtos ou roubos confirmados etc. Entretanto, não se assuste, essa variação costuma ser de até 10% do valor fixo da mensalidade.

O atendimento e os serviços oferecidos pelas associações ficam disponíveis 24 horas para o associado, que pode contar também com tecnologias de rastreamento e monitoramento em situações de furto ou roubo nas estradas. Para os casos de reparos nos veículos, as associações disponibilizam uma ampla rede de oficinas credenciadas, com profissionais competentes.

É preciso, antes de mais nada, certificar-se da qualidade do serviço prestado pela associação escolhida. Colha dados sobre a satisfação dos associados (a Internet poderá ajudar nessa tarefa) e busque o máximo de informações e depoimentos possíveis sobre o serviço.

As associações não têm fins lucrativos. Em razão disso, a proteção veicular é bem mais em conta, se comparada ao seguro, e os motoristas terão nela uma boa alternativa para a diminuição dos custos nesse sentido.

Além disso, imaginemos um jovem de 22 anos que busque os serviços de uma seguradora convencional. Ele entrará automaticamente no perfil de risco, tendo em vista a análise de perfil praticada nessas instituições, e pagará bem a mais pelo seguro de seu carro por isso.

Em uma associação, ele pagará o mesmo que o seu tio de 65 anos pagaria. Nas associações, todos são tratados como iguais, podendo contratar os serviços de proteção veicular sob os mesmos termos. Isso se reverte em menor preço final, é claro.

Na verdade, o que ocorre é uma única avaliação, a que realmente importa, a do carro do associado. Ano, modelo e versão do veículo serão verificados, além, é claro, da checagem da habilitação do condutor. É em cima disso que o preço é fixado, e só.

Há uma tabela padrão para os associados, por isso, todos podem ser aceitos e pagarão um preço justo. Além disso, como veremos adiante, veículos mais antigos (aqueles que as seguradoras rejeitam) também poderão ser cobertos pela associação.

Quais as diferenças entre seguro e proteção veicular?

Uma diferença fundamental das associações em relação ao seguro tradicional é a diminuição da burocracia. A associação de proteção veicular simplifica o processo para adesão de seus associados. Inclusive, mediante a apresentação do Laudo de Inspeção Veicular, o pagamento da taxa de adesão e a assinatura da Proposta de Associação, o novo associado poderá contar com a cobertura naquele mesmo dia.

Todo o processo em uma associação é mais dinâmico, simples e desburocratizado, porque tem como foco mais claro o bem comum dos motoristas cooperados, por isso, o atendimento é notoriamente mais humanizado.

Outro ponto central nessa questão é o caráter colaborativo dos serviços de uma associação para proteção veicular. Como se trata de uma iniciativa que engaja uma classe trabalhadora, no nosso caso, a dos transportes, fica mais fácil obter uma maior representatividade perante as empresas que prestam serviços nesse ramo, o que resulta em parcerias e acordos de grande valia para todos os associados.

E esses parceiros podem incluir não uma, mas diversas empresas do ramo de segurança, rastreamento, lojas, oficinas e todo o tipo de produtos ou serviços destinados ao setor automobilístico.

As seguradoras de veículos, por lei, têm o respaldo de trinta dias para atendimento e resolução dos sinistros. Esse prazo é estipulado pela agência reguladora responsável, a SUSEP (Superintendência de Seguros Privados), e só começa a contar depois que o cliente entrega toda a documentação exigida.

Além disso, em muitos casos, todo esse processo torna-se bastante burocrático para o assegurado, sendo que, dependendo do modo de operação dessa empresa, pode-se exigir um sem número de documentos comprobatórios acerca da ocorrência. O que levará bastante tempo para se conseguir.

E, caso falte documento ou algum formulário tenha que ser reapresentado em decorrência de erros em seu preenchimento, o processo se alonga e a contagem dos trinta dias se reiniciará apenas mediante o ajuste desses detalhes. Uma situação como essa pode adiar demais as providências da seguradora em relação ao conserto, por exemplo, do veículo, em caso de uma batida.

Para quem tem o carro como ganha pão, uma demora como essa pode ocasionar grande prejuízo, pois o veículo ficará parado por um período maior de tempo.

Já as associações de proteção veicular oferecem uma cobertura a seus associados com maior confiabilidade, assistência 24 horas mais barata e, principalmente, muito menos burocrática e mais rápida. Por isso, os serviços dessas associações têm cada vez mais conquistado credibilidade e ganhado associados entre os profissionais das estradas.

As associações para proteção veicular não são subordinadas à SUSEP e, por isso, operam diferentemente das seguradoras tradicionais, uma vez que o serviço que oferecem a seus associados não se caracteriza exatamente como um seguro. 

Como são produto de iniciativa popular, a fiscalização a que são submetidas ocorre via Ministério Público, além de haver processos de ouvidoria realizados pela Agência de Autorregulamentação das Associações para Proteção Veicular.

Com efeito, não se trata de um recurso fora da lei. As instituições para proteção veicular estão amparadas tanto pela Constituição Federal quanto pelo Código Civil. Trata-se de um sistema legítimo e legalizado. Ficando, é claro, a cargo do consumidor na escolha da melhor associação para fazer parte assegurar-se de que a instituição é devidamente autorizada e registrada.

Apesar dessas diferenças, a finalidade das associações e seguradoras é a mesma: proteger o associado dos custos elevados que o pegariam desprevenido em casos de acidente, incêndio, alagamentos, roubo ou furto, indenizações a terceiros, entre outras ocorrências.

Como saber quanto pagar para uma associação veicular?

O cálculo do valor da contratação do serviço de proteção veicular é realizado, como mencionamos, observando-se unicamente o valor do veículo, sem levar em conta quaisquer análises de perfil do condutor.

Normalmente, o procedimento para orçar o serviço é feito no próprio site da associação. Você informa os dados acerca do seu veículo, o tipo (carro ou caminhão) e outros detalhes, como modelo, ano, se é básico ou completo etc. — o formulário a ser preenchido varia de acordo com a seguradora escolhida.

Preenchendo todas as informações sobre o seu veículo e cadastrando um e-mail pessoal, você receberá o orçamento completo com os custos detalhados da sua adesão ao serviço de proteção veicular.

Em linhas gerais, a taxa de adesão para os associados gira em torno de R$ 350,00 a R$ 400,00 reais. Já o valor anual (dividido em parcelas mensais) varia de acordo com os dados do veículo.

Quais as vantagens de ter uma proteção veicular?

Preço atrativo

Primeiramente, tornar-se um associado sai mais barato para o caminhoneiro. Em alguns casos, essa economia pode chegar a até 70% dos custos, se comparamos com o que se pratica nos seguros tradicionais.

Maior acessibilidade

Outra característica ou vantagem da associação é que ela atende a um campo maior de casos, incluindo os automóveis que o seguro tradicional rejeita, aqueles com mais de 10 anos de uso, por exemplo.

Dessa forma, uma associação não cria um perfil específico para seus consumidores. Por isso, tem atraído cada vez mais associados.

Uso da tabela FIPE

Outra grande vantagem desse modelo é que o preço do seu veículo é avaliado de acordo com a tabela FIPE. O que, na prática, nem sempre acontece nas seguradoras tradicionais.

Assistência em acidentes pessoais

Em acidentes com fatalidades, casos de óbito ou invalidez acidental, também nessas horas em que lidar com todos os procedimentos torna-se um verdadeiro pesadelo, as associações podem ser um meio de amenizar essas dificuldades, com valores bem abaixo do mercado no que se refere às despesas hospitalares, assistência funerária, ou tudo aquilo que compete aos serviços do ramo de APP (acidentes pessoais por passageiros).

Proteção de terceiros

As associações oferecem os recursos da proteção de terceiros, graças a parcerias estabelecidas com empresas do ramo. Na verdade, a proteção de terceiros é a cláusula que oferece cobertura e proteção nos casos de lesões corporais ou danos à propriedade de terceiros. Assim, caso o associado se envolva em um acidente com essas consequências, poderá contar com a cobertura da associação.

Descontos em uma ampla rede de conveniados

Lembra dos benefícios extras? Pois bem, além de pagar mais barato pelo serviço de proteção veicular, você ainda terá descontos em vários estabelecimentos conveniados à associação. Não é fantástico?

O que levar em consideração ao escolher a proteção veicular?

Mas, vamos lá, o que é preciso ponderar na hora de escolher uma associação ou cooperativa? Primeiramente, verifique há quanto tempo ela existe, saiba a quantidade de sócios (esse dado é importante, especialmente tendo em vista que é o pagamento das mensalidades do corpo de cooperados que constitui a reserva de recursos), leia bem o contrato e tire todas as suas dúvidas sobre os tipos de sinistros abrangidos pelo serviço (se possível, pergunte a algum associado como é o serviço).

Como chegamos a mencionar, a Internet é uma grande aliada do consumidor na hora em que ele precisa obter informações e compartilhar experiências com usuários das empresas.

Cheque o máximo de informações e relatos sobre a associação escolhida. Você poderá procurar em sites, como o Reclame Aqui, nas páginas da associação nas redes sociais ou em fóruns. Tome sua decisão embasada na maior quantidade de informação que puder captar, dessa forma, ficará bem mais fácil acertar na escolha.

Qual é o perfil dos associados?

Como se vê, as associações não fazem distinção entre seus associados e aceitam a todos os perfis socioeconômicos, faixas etárias do condutor, modelos e quilometragens dos veículos etc. Ou seja, é o fim do “perfil” das seguradoras.

Como o preço da proteção veicular é calculado pelo valor do seu carro na tabela FIPE, e essa é basicamente a única questão analisada, as associações acabam atraindo os proprietários de automóveis que foram rejeitados pelas seguradoras.

Por isso, associações não estão no mercado apenas para competir com as seguradoras, mas para também atender aos consumidores que são recusados por elas, dando a essas pessoas também uma excelente alternativa para manter o seu bem protegido.

No site da revista Quatro Rodas, por exemplo, há o relato de uma simulação de contratação de apólice de seguro que resultou em recusa. O perfil era de um homem de vinte anos de idade, morador da cidade de São Paulo, cuja a ocupação era de estudante. Já o veículo, um Honda HR-V. Esse perfil foi recusado por duas das três seguradoras e aprovado em todas as cooperativas consultadas.

Nessa simulação feita, alguns veículos, como BMW 320i e uma S10 2.8 a diesel, tiveram cotações absurdas de preço dos seus seguros, de R$ 16.090,00 e R$ 19.840,00 pelas respectivas apólices.

Quais são os riscos envolvidos?

Como em qualquer outro serviço, a contratação de proteção veicular exige cuidados com pesquisa e avaliação sobre a idoneidade da instituição.

Mas, fora isso, os riscos com a contratação da proteção veicular são semelhantes aos que se têm com os seguros. Há relatos de proteção veicular que se queixaram do conserto de seus veículos depois de acidentes ou de atraso no pagamento em caso de roubo — reclamações que também são encontradas aos montes quando se pesquisa por relatos de clientes de seguradoras tradicionais. Portanto, a quantidade de riscos envolvidos depende da seriedade da instituição escolhida pelo consumidor.

Ora, como todo setor, há empresas que não agem de forma idônea com seus consumidores, por isso, verifique se não há alguma investigação em andamento ou qualquer outro problema da seguradora que você escolheu com o Ministério Público.

Como ficou claro neste texto, há muitas vantagens para o consumidor em aderir a uma associação para dispor de serviços de proteção veicular.

Com o aumento no roubo de carros, as apólices de seguros tendem a ficar cada vez mais caras. No ano de 2017, por exemplo, na cidade do Rio de Janeiro, com o aumento expressivo no índice de roubos de veículos (40% em relação ao ano anterior), o seguro tradicional nessa cidade teve um reajuste significativo (de 25%).

Na proteção veicular, é diferente. Haverá casos em que o valor da mensalidade será mínimo. As mensalidades são variáveis, mas sempre ficam bem abaixo do praticado pelas seguradoras.

Independentemente do veículo, do perfil pessoal do condutor, das condições do carro etc., as associações democratizam o acesso à proteção veicular, oferecendo um serviço acessível e desburocratizado para a população. Como se vê, dependendo do seu perfil, o preço do seguro de seu carro ou caminhão, ainda que seja aceito pela seguradora, será proibitivo. Portanto, as associações são mais do que vantajosas, mas necessárias para atender uma demanda de mercado.

Sem contar o fato de que as associações levaram o serviço de proteção veicular a um próximo nível, oferecendo uma gama mais ampla de benefícios ao associado.

Serviços de reboque, chaveiro, veículo reserva, motorista substituto, socorro em caso de falta de combustível e troca de pneus são considerados premium, diferenciais ou exclusivos, apenas para quem pode pagar altos valores nas seguradoras. Já em uma associação, esses mesmos benefícios são oferecidos a todos os associados.

Aqui, concluímos apenas o óbvio ao analisarmos o caso: não vale a pena pagar muito mais caro para dispor de menos benefícios, ter mais trabalho e um atendimento pior, apenas para ficar com uma opção de serviço mais convencional (o seguro veicular).

Isso explica perfeitamente o crescimento dessa nova solução nesse mercado  cada vez mais pessoas estão migrando para a proteção veicular e abandonando o seguro tradicional.

Para os profissionais das estradas, há associações que se dedicam exclusivamente a caminhões, e a Proteauto é um exemplo disso. Como uma Associação de Proteção Veicular Colaborativa sem fins lucrativos, temos como objetivo atender e reunir companheiros de boleia, profissionais idôneos, interessados em obter proteção veicular para trabalharem tranquilos e resguardados contra todos os perigos das estradas.

A Proteauto protege seus associados em caso de roubo, furto, colisão, incêndio ou acidente, além de oferecer benefícios diversos, como assistência 24 horas com guincho e rastreador e vários descontos em peças, produtos, combustível e muito mais.

Quer conhecer mais sobre nosso serviço de proteção veicular especializado em caminhões da Proteauto? Então entre em contato agora mesmo com a nossa empresa!